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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ESTUDO DO DIA 29 DE SETEMBRO DE 2010

ALCANÇANDO O DISCERNIMENTO

“Coitados dos que dizem que o certo está errado e o errado está certo; que dizem que o preto é branco e o branco é preto; que afirmam que o amargo é doce e o doce é amargo.” (Is 5.20.)

INTRODUÇÃO:
A complexidade de uma decisão acertada é tal que Salomão, logo ao subir ao trono de Israel, pede ao Senhor que lhe ensine a escutar a sua voz o suficiente “para que prudentemente discirna entre o bem e o mal” (1Rs 5.9).

A DIFICULDADE DE DISCERNIR
O exercício do discernimento não é tarefa simples. É sempre difícil por razões óbvias.
Primeiro, porque “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas e demasiadamente corrupto” (Jr 17.9). A pessoa é enganada por si mesma. Ela é, ao mesmo tempo, o agente e a vítima do equívoco. Daí a exortação de Tiago: “Não vos enganeis.” (Tg 1.16.)

Segundo, porque somos enganados pelo próximo, por aqueles que nos rodeiam. Eles escondem o que são e o que pretendem. Eles “alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas” (mostrando-se acentuadamente religiosos sem o ser), eles coam o mosquito (em público) e deixam passar o camelo (em oculto), eles limpam o exterior do copo e do prato (e deixam o interior cheio de rapina e intemperança), como Jesus denunciou (Mt 23.1-36).
Terceiro, porque a nossa luta é contra “os dominadores deste mundo tenebroso” e “contra as forças espirituais do mal” (Ef 6.12), que fazem costumeiro o uso do engano e da mentira. Os espíritos malignos mentem, pois estão a serviço do “pai da mentira” (Jo 8.44). Satanás é o enganador-mor, aquele que tem o hábito de se transformar em anjo de luz (2Co 11.14).

ÁREAS DE DISCERNIMENTO
O campo do discernimento é enorme. A tênue linha entre possibilidades é tão histórica e tão comum, que por vezes tenta-se unir tais possibilidades para agradar a todos. Por isso que a prática do discernimento precisa ser uma cuidadosa rotina.

1. É preciso discernir entre o bem e o mal. Nem sempre o mal parece mal, nem sempre o bem parece bem. Uma das tarefas dos sacerdotes na história do povo de Israel era ensinar-lhe a distinguir entre o santo e o profano, entre o imundo e o limpo (Ez 44.23). Mas em época de decadência, até os sacerdotes tinham dificuldade de enxergar a diferença entre uma coisa e outra (Ez 22.26).

2. É preciso discernir entre o falso e o verdadeiro. O falso é falso. Não é verdadeiro. Mas sempre tem semelhanças com o verdadeiro, para passar por verdadeiro. Aqui está uma área de muito risco: agarrar-se ao falso e deixar escapar o verdadeiro. Há uma porção de coisas falsas, desde falso testemunho (Êx 20.16) até espírito falso (1Rs 22.20-23; 1Jo 4.1). Entre um e outro, há notícias falsas (Êx 23.1), falsa acusação (Êx 23.7), falso juramento (Lv 6.3), língua falsa (Pv 21.6), falsa pena (Jr 8.8), visão falsa (Jr 14.14), falsa circuncisão (Fp 3.2), falsa humildade (Cl 2.23), falsos irmãos (2Co 11.26), falsos profetas (Mt 7.15; 24.11), falsos mestres (2Pe 2.1), falsos apóstolos (2Co 11.13) e falsos cristos (Mt 24.24).

3. É preciso discernir entre a vontade própria e a vontade de Deus. Nem sempre a vontade própria expressa a vontade de Deus. Muitas vezes uma é contrária à outra. Mas, para justificar-se e acalmar a consciência, é fácil chamar a vontade própria de vontade de Deus. José soube discernir perfeitamente a vontade própria, despertada pela sedução da mulher de Potifar, da vontade de Deus e realizou esta, e não aquela (Gn 39.7-12). Talvez fosse da vontade própria de Davi vingar-se de Saul e tirar-lhe a vida, mas a vontade de Deus era outra (1Sm 24.1-7). Quando não se faz a distinção entre a vontade pessoal e a vontade de Deus, a desobediência é certa.

4. É preciso discernir entre a falta alheia e a falta própria. Com muita facilidade e com muito risco, enxerga-se a falta alheia, enquanto a falta própria passa despercebida (Sl 19.12). Foi o que aconteceu com Davi quando ele foi confrontado por Natã. Com incrível rapidez, o salmista discerniu a injustiça do homem rico da parábola do profeta e nem passou por sua cabeça que a dura acusação se referia a ele próprio (2Sm 12.1- 6). Judá, um dos doze filhos de Jacó, discerniu claramente o pecado de sua nora Tamar e chegou a condená-la à morte, mas não enxergou o seu próprio pecado, senão depois de acusado (Gn 38.12-26).

5. É preciso discernir entre os acontecimentos comuns e os grandes momentos de Deus. A destruição de Jerusalém aconteceu porque os judeus “não reconheceram a oportunidade da sua visitação” (Lc 19.44). O Verbo, que estava com Deus e era Deus, fez-se carne e “veio para o que era seu”, mas “os seus não o receberam” (Jo 1.11). Há dias especiais no calendário de Deus, que devem ser conhecidos e distinguidos dos dias comuns. A importância daqueles dias é que eles são “o dia dos humildes começos” (Zc 4.10).

6. É preciso discernir entre o espírito da verdade e os espíritos do erro. Há pessoas movidas pelo Espírito Santo e também pessoas movidas por espíritos afastados de Deus. O apóstolo João afirma categoricamente: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora.” (1Jo 4.1.) A descoberta dos espíritos malignos é tão complexa que um dos dons outorgados pelo Espírito Santo é o dom de “discernimento de espíritos” (1Co 12.10).

O trigo e o joio
A parábola do joio explica realisticamente o drama terrível da parecença dos filhos do Reino (o trigo) com os filhos do maligno (o joio). A semelhança entre um e outro é tão grande, pelo menos no início, que qualquer providência para separar um do outro antes da colheita é barrada pelo dono das terras. A grande lição de Jesus nessa surpreendente parábola é a esperança de que a presente situação não vai continuar para sempre. Na época da colheita final, que coincide com o retorno de Jesus em poder e glória, o que é falso, o que é espúrio, o que foi introduzido na escuridão da noite no espaço e no tempo será definitivamente queimado no fogo (Mt 13.24-30, 36-43). Então, só então, a prática do discernimento será desnecessária.

Portanto amados irmãos, separe tempo para orar e ficar a sós com Deus, para desenvolver maior sensibilidade ao Espírito Santo. E, aprenda com as decisões erradas, desta forma a prática do discernimento será um saudável hábito na sua vida.
Vitória no Senhor Jesus!
Abraço forte.

Ps.: Comunicamos que na segunda-feira o Nosso Senhor chamou para si a irmã Elizete Sena. Oremos por sua família. E O irmão Reginaldo está se recuperando plenamente em casa e manda agradecer ao orações.

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