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quarta-feira, 30 de junho de 2010

ESPÍRITO SANTO - ESTUDO 2

O ESPÍRITO SANTO - ESTUDO 2

QUANDO O ESPÍRITO SANTO VEIO
João 3.1-16
É interessante notar que na Escritura, tanto no hebraico como no grego, as línguas originais, a palavra usada para o Espírito também pode ser traduzida por "vento". De maneira semelhante, o Espírito Santo opera de diferentes maneiras em nossas vidas, e em épocas diferentes da história.
Vimos no estudo anterior algo da natureza e da personalidade do Espírito Santo. Agora procuraremos ter uma visão da Sua obra distinta em cada grande época. Mas em primeiro lugar, para termos uma visão global, temos de ver como o Deus Triúno atua em cada época.
Neste intento, nos deparamos com elementos de mistério que dificultam uma compreensão plena à mente humana. O Pai, o Filho e o Espírito Santo, ao mesmo tempo, têm funções diferentes, inerentes a cada um. Por exemplo, nem o Pai nem o Espírito Santo morreram na cruz da Calvário. Foi Deus-Filho. Temos de entender estes fatos, especialmente quando pensamos nesta época e como Deus age hoje.
Estudando a Bíblia, constatarmos que o Antigo Testamento enfatiza principalmente a atuação de Deus-Pai. Os Evangelhos enfatizam a obra de Deus-Filho. E do dia de Pentecostes até hoje a ênfase é na atuação de Deus-Espírito Santo. Ao mesmo tempo a Bíblia nos diz que Deus-Espírito Santo já agiu desde o principio, e através de toda a História. Por isso iniciaremos nosso estudo da obra do Espírito Santo examinando rapidamente sua atividade nas épocas anteriores ao dia de Pentecostes, antes de nos concentrarmos no Seu ministério singular daquele dia em diante.

A Atuação do Espírito Desde a Criação até Belém

Já analisamos alguns versículos que mostram como o Espírito Santo estava atuando na criação. De acordo com Gênesis1:2, "a terra era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo". Logo em seguida lemos que "o Espírito de Deus pairava por sobre as águas".
Algumas versões trazem "mover-se", mas a palavra hebraica é "estar sobre", assim como uma galinha fica sobre seus ovos para chocá-los e trazer nova vida ao mundo; da mesma forma o Espírito Santo pairou sobre a criação original de Deus para encher seu vazio com as várias formas de vida, de onde resultou o relato de Gênesis 1 e 2. Assim, desde o princípio o Espírito Santo estava ativo na criação, junto com o Pai e o Filho.
Quando Deus "formou o homem do pó da terra" (Gên. 2:7), o Espírito Santo estava envolvido. Isto poremos concluir indiretamente de Jó 33:4: "O Espírito de Deus me fez; e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida." Um jogo de palavras aqui mostra como o Espirito de Deus e a nossa respiração estão intimamente relacionados: "Espírito" e "sopro" no hebraico são a mesma palavra.
Também lemos em Gênesis 2:7 que o Senhor Deus "lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente". Embora a palavra "fôlego" não seja aqui a mesma que significa Espírito(neshamah), é claro, de acordo com esta passagem, que o homem deve sua vida a Deus. E o sopro de Deus que "deu partida" no homem para sua peregrinação terrena foi de fato o Espírito Santo, como Jó 33:4 deixa claro.
O Salmo 104:30 nos leva um passo adiante na compreensão do papel do Espírito na criação. O Espírito não só colaborou na formação da terra e do primeiro ser humano, mas Ele é sempre o criador da vida. "Envias (Deus) o teu Espírito, eles são criados, e assim renovas a face da terra." Quem do os "eles" que o Espírito cria? Todo o Salmo o explica, mas nos versículos 18-26 vemos que estão incluídos cabras selvagens e coelhos do mato (V. 18, BLH), animais selvagens como leõezinhos (Vs. 20, 21), o homem (V. 23) e tudo que vive sobre a terra ou no mar (Vs. 24, 25).
No Antigo Testamento, uma mulher casada que não conseguia ter filhos, sabendo que quem dá a vida é o Espírito, ia ao tabernáculo ou ao templo. Lá, ou ela orava ou o sacerdote pedia a Deus que abrisse o seu ventre. Bem, uma mulher assim conhecia as realidades básicas da vida como nós também, mesmo não tendo um conhecimento científico do processo de gestação como nós hoje. Mesmo para nós ainda é um mistério da natureza que um espermatozóide possa penetrar num óvulo e iniciar urna nova vida. Esta é simplesmente uma maneira médica ou biológica para descrever o toque da mão de Deus na criação de uma nova vida.
Ana é uma ilustração clássica para isto. Ela foi para o tabernáculo para orar por um filho. O sumo sacerdote Eli a princípio pensou que ela estivesse bêbada, mas ela lhe disse que era uma mulher atribulada que tinha derramado seu coração diante do Senhor. Eli respondeu: "Vai-te em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste" (I Sam. 1:17). Mais tarde ela deu à luz ao profeta Samuel. Apesar de o Espírito não ser mencionado na história, a nossa compreensão das suas funções, de acordo com o Salmo 104 (e Jó 33:4) nos mostra que cabia ao Espírito de Deus conceder vida.
O Salmo 104:30 diz mais do que isto, que devermos nossa criação ao Espírito. Ele também renova a face da terra. Deus alimento o que cria.
Os crentes do Antigo Testamento tinham a convicção, e com razão, de que Deus tinha algo a ver com plantação e colheita. Uma boa colheita era atribuída a Ele. "Fazes crescer a relva para os animais, e as plantas para o serviço do homem, de sorte que da terra tire o seu pão" (Salmo 104.14). Em Deuteronômio 28 são relacionadas as condições para bênção ou maldição da terra prometida. Se Israel obedecesse a Deus, tinha a promessa: "Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra", e "o Senhor te dará abundância . . . no fruto do teu solo" (Deut. 28:4, 11). A Festa das Primícias que Israel comemorava reconhecia formalmente que Deus era responsável pela abundância. Hoje, curvando nossas cabeças à mesa para agradecer a Deus pelos alimentos, continuamos reconhecendo Deus como Aquele que nos sustenta.
Todavia, Deus abençoa e amaldiçoa, liberta e castiga. Diversas vezes o Antigo Testamento atribui a salvação de Israel ao Espírito de Deus. Ele agiu nas pessoas antes do dilúvio (Gên. 6:3). Eu creio que Ele está agindo nas pessoas hoje exatamente corno antes do dilúvio. Jesus disse: "Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem" (Lucas 17:26). As mesmas perversões doentias, a mesma decadência e corrupção moral predominam hoje em dia. O Espírito Santo está agindo poderosamente, mas a grande maioria da raça humana não quer ouvir.
Depois, de tempo em tempo o Espírito Santo tomou posse de diversas pessoas para libertar o povo de Deus. Por exemplo somente no livro de Juízes Ele veia sobre Otniel (Juí. 13:10), Gideão (16:34), Jefté (11:29) e Sansão (13:25).
Há no Antigo Testamento três expressões principais para a atuação do Espírito Santo nas pessoas:
1) Ele vinha sobre alguém: "O Espírito de Deus se apoderou de Zacarias (2 Crôn. 24:20).
2) Ele repousava sobre alguém: "O Espírito repousou sobre eles" (Núm. 11:25).
3) Ele enchia alguém: "Eu o enchi do Espírito de Deus" (Êxodo 31:3).
O Espírito não só usou juízes e profetas para libertar Israel, mas também reis. Estes eram ungidos com óleo, símbolo de que eles estavam sendo revestidos com o poder do Espírito Santo, como podemos ver na unção de Davi por Samuel, em 1 Sam. 16:13: ". . . daquele dia em diante o Espírito do Senhor se apossou de Davi."
No versículo seguinte nos deparamos com uma afirmação solene. No livro de Juizes geralmente o Espírito Se retirava depois de a pessoa escolhida concluir a sua obra. Aqui vemos que Ele poria retirar-se também quando esta pessoa desobedecia. l Sam. 16:14 diz isto de Saul, e comparando Juízes 14:19 com 16:14 vemos que aconteceu a mesma coisa a Sansão. No uso de Davi, vemos até em suas orações como ele se preocupava com a retirada do Espírito: "Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito." (Salmo 51:11).
A grande libertação que Deus providenciou, é claro, não veio com um rei ungido por homens, mas com o Messias, título que significa "Ungido". Isaías escreveu profeticamente que o Messias diria: "O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu" (Isa. 61:1). Jesus, lendo esta passagem 800 anos depois na sinagoga, disse: "Hoje Se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir" (Lucas 4:21).
Nem sempre é fácil separar o papel do Pai, do Filho e do Espírito Santo no Antigo Testamento. Mas sabemos que Jesus apareceu de tempo em tempo em "teofanias", que são aparições do nosso Senhor antes da sua encarnação. Sabemos também que o nome de Deus no Antigo Testamento pode estar Se referindo a diferentes pessoas da Trindade.
Em resumo, vimos que o Espírito Santo estava agindo antes de o mundo começar. Depois Ele renovava e alimentava Sua criação. Estava ativo em todo o Antigo Testamento, tanto na natureza como no meio do Seu povo, guiando-o e libertando-o através de juízes, profetas, reis e outras pessoas. E falou daquele dia em que viria o Ungido.

A Atuação do Espírito de Belém até Pentecostes

Durante o período de tempo abrangido pelos quatro evangelhos a atuação do Espírito Santo estava centralizada na pessoa de Jesus Cristo. O Homem-Deus foi concebido pelo Espírito (Lucas 1:35), batizado pelo Espírito (João 1:32, 33), guiado pelo Espírito (Lucas 4:1), ungido pelo Espírito (Lucas 4:18; Atos10:38), revestido com poder pelo Espírito (Mat. 12:27, 28). Ofereceu a Si mesmo como expiação pelo pecado, pelo Espírito (Heb. 9:14), foi ressuscitado pelo Espírito (Rom. 8:11) e deu mandamentos por intermédio do Espírito (Atos 1:2).
Sem sombra de dúvida uma das passagens bíblicas que inspiram mais admiração é a que relata o que o anjo disse a Maria: "Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus" (Lucas 1:35). Pessoas excessivamente céticas e outras com uma visão muito limitada da ciência zombarão em total descrença, mas o anjo desfez qualquer dúvida quando disse: "Porque para Deus nada é impossível" (Lucas1:37, BJ).
Para os cristãos qualquer sugestão de que Deus Espírito Santo não seria capaz de concretizar o nascimento virginal é absurda. Se crermos que Deus é Deus – e que Ele governa Seu universo – não há nada difícil demais para Seu poder ilimitado. E Deus sempre faz o que quer. Quando planejou o nascimento do Messias, fez um milagre. Pulou um degrau na seqüência fisiológica normal da concepção: nenhum ser humano masculino participou. A vida formada no ventre da virgem não era outra que a vida de Deus Filho encarnada em um corpo humano. O nascimento virginal foi um milagre tão extraordinário, que era óbvio que Deus estava operando a encarnação, e não o homem. Há hoje em dia alguns assim chamados teólogos que negam a encarnação – rejeitam a divindade de Jesus Cristo. Com isto estão muito perto de blasfemarem contra o Espírito Santo!
O Espírito Santo também estava agindo nos discípulos de Jesus antes do Pentecostes. Sabemos isto porque Jesus disse deles: "Ele (o Espírito Santo) habita convosco" (João 14:17). Jesus também disse a Nicodemos: "Quem não nascer da água e da Espírito, não pode entrar no reino de Deus" (João 3:5). Logo depois repetiu: "Importa-vos nascer de novo" (João 3:7).
No entanto, a atuação do Espírito nos homens no tempo de Jesus era diferente da Sua atuação hoje. Em João 7:39 o apóstolo João nos diz das palavras de Jesus: "Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até este momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado."
A Bíblia não revela claramente qual era a diferença. Mas sabemos que a vinda do Espírito no dia de Pentecostes foi algo muito mais extasiante que qualquer outra experiência anterior que eles tinham tido. De qualquer forma, vimos que o Espírito Santo estava atuando de diversas maneiras no nascimento e na vida do nosso Senhor Jesus Cristo e nas vidas e no ministério dos Seus discípulos.

A Atuação do Espírito de Pentecostes até Hoje

Em Atos Lucas relata a ascensão de Jesus ao céu (Atos 1:9-11). No capítulo 2 ele destaca a descida do Espírito Santo à terra (Atos 2:1-4). Jesus tinha dito: "Se eu não for, o Consolador (Espírito Santo) não virá para vós outros; se, porém eu for, eu vo-lo enviarei" (João 16:7). Foi em cumprimento desta promessa que Pedro disse a respeito do Cristo glorificado: "Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis" (Atos 2:33).
A vinda do Espírito Santo provou aos discípulos que Cristo tinha entrado no santuário celestial. Tinha se assentado à direita de Deus Pai, porque Sua obra redentora estava concluída. A chegada do Espírito Santo cumpriu a promessa que Cristo tinha feito; também testemunhou que a justiça de Deus tinha sido feita. Tinha-se iniciado a era do Espírito Santo, que não podia começar antes que Cristo fosse glorificado.
Sem dúvida a vinda do Espírito Santo em Pentecostes marcou uma mudança crucial na maneira de Deus se relacionar com a raça humana. É um dos cinco acontecimentos passados, todos eles componentes básicos do evangelho cristão: a encarnação, a redenção, a ressurreição, a ascensão e Pentecostes. O sexto componente ainda está para ser realizado: a Segunda Vinda de Jesus.
O primeiro acontecimento básico, a encarnação, marcou a entrada redentora de Deus na vida humana, como verdadeiro homem. O segundo acontecimento foi a maneira de Deus permanecer justo e mesmo assim justificar homens culpados – a redenção. O terceiro, a ressurreição, demonstrou que os três grandes inimigos do ser humano – a morte, Satanás e o inferno tinham recebido o golpe fatal. O quarto – a ascensão – mostrou que o Pai tinha aceito a obra redentora do Filho, e que as exigências da Sua justiça tinham sido cumpridas. O quinto evento, o Pentecostes, nos assegura que o Espírito de Deus veio para realizar Seus propósitos no mundo, na Igreja e no crente individual!

Na próxima semana, permitindo o Senhor, veremos a obra do Espírito Santo no mundo, na Igreja e no crente individualmente.
Nossas reuniões têm sido mito abençoadas. Venha estar conosco. Deus tem algo especial para você.
Forte abraço.

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