iba

iba
Mostrando postagens com marcador CURA INTERIOR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CURA INTERIOR. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

ESTUDOS SOBRE CURA INTERIOR - ESTUDO 9

A CURA PARA O MEDO

“No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo. Portanto, aquele que sente medo não tem no seu coração o amor totalmente verdadeiro, porque o medo mostra que existe castigo..” I João 4:18

A maior parte das cadeias que prendem as pessoas não está nas circunstâncias, mas na alma de cada um. A alma é a sede das nossas emoções e sentimentos. Por isso, Satanás procura fazer de tudo para deformá-la, levantando em nós bloqueios emocionais que nos impedem de experimentar o melhor da vida com Deus. Hoje vamos estudar sobre uma cadeia de alma que precisa ser quebrada pelo poder do Senhor para termos vida plena. Essa cadeia é o medo. Vamos ver como Deus trata isto olhando para a história de Gideão.




I – DE ONDE VEM O MEDO?

1) Temos inimigos espirituais que nos atacam, produzindo medo (Juizes 6:1-6)
Os midianitas atacavam o povo de Israel constantemente e isto foi fazendo com que eles se sentissem sempre ameaçados. Satanás também faz isso conosco, procurando usar circunstâncias, doenças, problemas financeiros, discórdias e outros argumentos para nos fragilizar. O medo tem uma origem maligna, mas Deus nos ensina o que fazer em I Pedro 5:8-11(enfrentar o Diabo, e ficar firmes na fé em Deus).

2) Há várias formas e estágios do medo (Juizes 6:11-15)
Gideão foi achado por Deus com medo dos inimigos (estava escondido, malhando trigo num lagar) e inseguro quanto à sua própria capacidade. Há várias manifestações de medo que podem paralisar as pessoas:

- Pavor – Medo excessivo de morrer, de adoecer, medo de vultos, de demônios, etc...
- Insegurança – Receio de assumir responsabilidades e não dar conta do recado.
- Complexos – Sentimentos de inferioridade ou incapacidade que impedem a pessoa de aceitar grandes desafios.

3) O medo nos impede de ser conquistadores – Gideão teve que ser liberto do medo para ser usado nas mãos de Deus. Enquanto isso não aconteceu, ele foi um homem limitado e que via sempre os inimigos roubarem sua benção. Prov. 29:25 - medo mostra falta de fé.

II – AS FERRAMENTAS QUE DEUS USA PARA NOS LIBERTAR DO MEDO

1) Deus nos liberta do medo trabalhando na nossa identidade (Juizes 6:12-14)
A primeira coisa que Deus faz é nos convencer de que somos valentes, vencedores e que com Ele somos capazes de enfrentar qualquer dificuldade. Jeremias 1:8.

2) Deus nos liberta assegurando-nos de sua presença ao nosso lado
O que faz diferença em nossa vida é a certeza da companhia do Senhor em qualquer situação. Ele teve que assegurar esta presença para libertar Gideão de seu medo e complexos. (Juizes 6:15-16).

3) Deus nos liberta do medo produzindo provas que estimulam a nossa fé (Jz.6:17-22)
O Senhor ajudou Gideão a crer. Ele faz isso conosco de várias maneiras, procurando certificar-nos de que tem uma aliança conosco. Hebr.9:15 e 2 Tim. 2:13.

4) Deus nos liberta através da sua Palavra (Jz 6:23)
Quando temos a Palavra do Senhor para nos respaldar, não tememos o mal. Gideão se tornou um grande líder e conquistador porque creu na Palavra do Senhor.
Medite em Isaias 12:2 e receba a cura definitiva de Deus sobre a sua vida.




Queridos irmãos, louvamos a Deus por mais esta ministração. Nossa Caverna de Adoração está ficando cada vez mais cheia, nesta última quarta tivemos que colocar mais um banco para acomodar os presentes.
Participe conosco da nossa Caminhada de Cura Interior, toda quarta-feira às 20H.
Deus te ama e quer te dar o melhor!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

ESTUDOS SOBRE CURA INTERIOR 8

CURA PARA DEPRESSÃO

“Tem compaixão de mim, ò Senhor porque estou angustiado; consumidos estão de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu corpo” Salmo 31.9

A depressão é uma espécie de sintoma, resultante de desordem ou desequilíbrio de origem orgânica, espiritual ou psicossocial. Caracteriza-se por estados de: desânimo, tristeza de semblante, apatia, cansaço psíquico, abatimento, pessimismo, auto-estima baixa e atuodepreciação, insônia ou sono em extremo, falta de apetite, diminuição da libido, passividade e recusa de reação, fuga, desistência. Essas características podem variar, dependendo da origem da depressão, temperamento da pessoa e circunstâncias ambientais. É muito comum o cansaço psíquico e o desânimo em todas as situações e graus de depressão. (segundo pesquisa BMC Medicin, OMS e Harvard – Brasil é o nº 1 em pessoas deprimidas- 10,4% / 44,8% tiveram transtorno mental- jornal do Brasil 26/07)




A depressão pode variar de intensidade e duração, sendo as crônicas de longa duração e persistência, e as agudas de grande intensidade e curta duração. As cíclicas são oscilantes, repetindo-se periodicamente. Semelhantes às crônicas, costumam ser de intensidade moderada, mas de difícil tratamento.
A depressão pode se alterar, com períodos de agitação, euforia, excessiva atividade motora e fuga de idéias – comportamento denominado “mania”. Caso não haja tratamento a depressão pode levar o indivíduo a um distúrbio mental grave.

Quando se trata de falar sobre o tratamento da depressão é necessário que primeiro ocorra a identificação da causa, veja o que o salmista diz no Salmo 42.5a. Ele pergunta-se por que está deprimido. Ele descobre que está desanimado, pessimista e sem esperança. Para ele, o tratamento consistia no exercício da esperança do futuro livramento de Deus: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação que há em sua presença” (Sl 42.5b).

Dentre os fatores orgânicos que podem gerar depressão estão: desordens glandulares e hormonais; fadiga física por excesso de trabalho; desnutrição e carência de vitaminas; drogas (entre elas os remédios); determinadas doenças e estresse.

As causas de origem espirituais são, em muitos casos, descartadas como ilusórias, o que na verdade é um erro. A opressão maligna é um exemplo de como Satanás age, através de pessoas e circunstâncias, para nos sugar emocionalmente, levando-nos ao esgotamento mental e psíquico. A pessoa oprimida é levada ao cansaço, ao abatimento, a desistência dos projetos de vida e até ao suicídio. (Descubra a causa do abatimento do salmista no Sl 42.9b).

Os especialistas acreditam que a maior parte dos estados de depressão é de origem psicossocial, ou seja, provenientes de situações de desconforto psíquico devido a problemas no meio ambiente.

A baixa auto-estima gera depressão e melancolia. A pessoa sente-se um fracasso, subestima suas qualidades e forças, amplia suas fraquezas e erros, vindo a ter raiva de si mesma e acusar-se indevida e constantemente. A situação agrava-se quando a pessoa acomoda-se num sentimento de autopiedade. Pequenos incidentes são feitos enormes, e ela percebe-se apenas como vítima, incapaz de reagir à situação. Vejamos a experiência de Elias (1Rs 19.1-19), um dos mais ricos casos de depressão na Bíblia.
Elias havia realizado uma grande façanha: matara quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal (1Rs 18.40). Através da sua oração, fogo caiu do céu, consumindo o holocausto no altar (1Rs 18.38). Também orou, e a chuva voltou a cair, após três anos e meio de seca (1Rs 18.45).

Era a expectativa de Elias que, após todos esses sinais, fosse o culto a Deus restabelecido. Há uma tendência natural de sentir apatia após uma grande realização. Passado todo aquele ativismo, Elias entra num processo de retraimento, agravado grandemente pela frustração. O povo não voltara a cultuar a Deus, para piorar Jezabel agora o ameaça de morte.
Elias ficou com medo, cheio de autopiedade, abatido, pessimista e desanimado. Pensava mais ou menos assim: “Não tem mais jeito, não adianta insistir nisso. Estou sozinho para fazer tudo. Cansei desta vida. Vou fugir, desistir. Não agüento mais. Quero morrer”.

Elias abandona seu ofício, deixa o seu servo e procura a solidão. Foge, desiste de lutar. Sente-se cansado e incapaz. Pede a Deus que o mate. Seu comportamento é característico de pessoas que enfrentam problemas sérios nos seus relacionamentos diários. A identificação dos problemas ligados ao passado é mais difícil, pois, geralmente, há uma gama de emoções reprimidas no inconsciente. Para onde Elias vai em 1Reis 19.4? O deserto é uma boa figura para exemplificar os sentimentos do deprimido, por suas características de secura, solidão e calor. O que acontece em 1Reis 19.5-7?

Deus inicia o tratamento, alimentando Elias, eliminando sua fraqueza física, tirando-lhe os motivos de uma depressão orgânica. Fortalecido, Elias é guiado por Deus até uma caverna, onde irá refletir sobre seu estado depressivo (1Rs 19.8,9).
A caverna representa um estágio mais profundo de depressão. Um lugar fechado, sem horizontes, escuro, vazio e solitário – simbolizando uma vida sem esperança, fechada a outras oportunidades, retraída dentro de si mesma. Na caverna Elias vivencia seu próprio estado de depressão. Deus aviva-lhe o motivo da depressão, ao perguntar: “O que fazes aqui Elias?”(1Rs 19.9), em outras palavras: “O que você está fazendo aí, abatido, dentro de uma caverna?”. Deus permite que Elias desabafe suas frustrações. Depois de falar o profeta, Deus ensina-lhe:
1. Ele, o Senhor, trabalha com mansidão e graça (vv.11,12).
2. A obra não acabara. Ainda havia esperança. Nem tudo estava perdido, pois é Deus quem está na direção da História. (vv.15-17).
3. Elias não estava sozinho. Havia sete mil pessoas que não adoravam a Baal (v.18)

Terminado o trabalho de Deus, Elias sai da caverna (depressão) e do deserto (problemas sem solução), e continua a sua obra, passando para a História como um dos maiores profetas da antiguidade. Talvez os passos trilhados por Elias ajudem a você a descobrir por que está abatido. O exercício de reflexão feito por Elias é o mesmo que você deve fazer, e a mesma ajuda que Deus deu àquele profeta há de estar sobre a sua vida.

Elias se levanta e assume a sua missão: a) 1Rs 19.15 : Elias deveria ungir o novo rei da Síria; b) 1Rs 19.16: Elias deveria ungir o novo rei de Israel; c) 1Rs 19.16: Elias deveria ungir o seu sucessor.

Quando tudo parecia terminado para Elias, Deus após tratá-lo em sua debilidade, descortina um fechamento ministerial de grande triunfo: Elias ungiria dois reis e um profeta sucessor. Dê a mão a Jesus e saia da caverna. Deixe que Ele guie seus passos para fora do deserto e veja os planos maravilhosos que Deus tem para sua vida. (Isaías 49.8,15)



DEUS CONTINUE ABENÇOANDO A SUA VIDA PODEROSAMENTE!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

ESTUDOS SOBRE CURA INTERIOR 7

A CURA DA ANGÚSTIA

SALMO 77: 1-3

A angústia é o tipo de coisa que a gente sabe o que é mas não consegue explicar. Porém, o dicionário diz que angústia é “ansiedade ou aflição intensa; ânsia, agonia”. Segundo especialistas: “Angústia é uma sensação psicológica, caracterizada por “abafamento”, insegurança, falta de humor, ressentimento, dor e ferida na alma. Na moderna psiquiatria, a angústia é considerada uma doença que pode produzir problemas psicossomáticos.”



Existem muitas situações que podem nos levar ao estado de angústia, e se angustia é o mesmo que aflição, ânsia e agonia, então podemos dizer sem medo de errar que todos nos em algum momento na nossa vida nos sentimos angustiados.
Até o próprio Jesus passou momentos de angustia, ele mesmo disse aos discípulos no Getsêmani – minha alma esta angustiada ate a morte Mt 26:38, Mc 14:34.
É exatamente isto que nos sentimos em muitas ocasiões da nossa vida, quando nossa mente fica “travada” num determinado estado que nossas forças interiores vão diminuindo, gerando uma sensação de esgotamento total.
A Bíblia fala de um homem chamado Asafe que assim descreveu a angústia: “a minha mão se estendeu de noite, e não cessava; a minha alma recusava ser consolada. Lembrava-me de Deus, e me perturbei; queixava-me, e o meu espírito desfalecia” (Sl 77. 2,3). Ou seja, na angústia a gente se sente sem amparo, nada nos consola, as forças se vão, a perturbação chega e nem a lembrança de que há um Deus é suficiente para nos encorajar.
Foi num destes momentos de grande crise que Asafe descobriu como vencer a angustia. E é sobre isto que vamos tratar hoje.

Primeiro, foi que, mais do que se lembrar de Deus, é necessário buscá-lo. (v.2)
Por isso, ele declarou: “no dia da minha angústia busquei ao Senhor” (v.2).
Quando o sentimento de angustia invadir nossa vida o primeiro passo para ficarmos livres e buscar ao Senhor, expressando para Ele, de maneira sincera, nossa dor e nossas queixas.
O salmista expressou isto muito bem, pois sabia que na hora da angustia só há um lugar onde encontrar socorro por isso ele disse: Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na hora da angustia (Sl 46:1).
O profeta Jonas em um momento de grande angustia dentro do ventre do peixe orou:
“Na minha angustia clamei ao Senhor, e ele me respondeu. Das profundezas da sepultura gritei, e tu ouviste a minha voz” ( Jonas 2:2).

Em segundo lugar nessas horas devemos lembrar, meditar e falar de todas as coisas que Deus já fez por nós no passado (Sl 77.11,12).
Às vezes ficamos angustiados em meio as lutas e adversidades da vida e esquecemos dos milagres, curas, livramentos bênçãos e vitorias que DEUS já nos deu no passado.
E mais do que isto, podemos olhar para as páginas da Bíblia e ver as grandes coisas que Deus fez na vida dos seus servos (Lm 3.21). Ao deixarmos a Palavra entrar em nosso íntimo, percebemos que a fé grada por ela, gradativamente vai fazendo a angústia desaparecer e nos sentimos consolados (Sl 119:50).

Em terceiro lugar entenda que a solidão não poderá produzir nenhum bem. (v.13)
Foi por isso que Asafe declarou: “o teu caminho, ó Deus, está no santuário” (v.13), e foi ao templo. Não adianta ficar remoendo, reclamando e queixando-se o tempo todo. Isolar-se e ficar em casa, trancado isolado no quarto não resolve nada (Sl 102.6,7).
As lutas vem e vão, todos os dias nos teremos novos problemas e desafios para enfrentar, não deixe que a angústia tome conta da sua vida e transforme você em uma pessoa triste amargurada. Você serve ao Deus que nunca perdeu uma batalha, o nosso Jesus é campeão dos campeões, nele e com ele somos mais que vencedores. Mesmo que hoje as coisas pareçam difíceis, ele esta contigo para te dar a vitória! O choro ate pode durar uma noite mais a alegria vem pela manha (Sl 30.5). Levante-se e faça como Davi que disse alegrei-me quando me disseram vamos a casa do Senhor (Sl 122:1).

Sentir se angustiado em algum momento da nossa vida e algo natural, afinal não é por que somos servos de Deus que deixamos de ser humanos. Há momentos na nossa vida que as lutas, adversidades, pressões, cobranças do dia a dia são tão grandes que acabamos ficando angustiados. Mas, em Cristo, venceremos todos eles (Fp 3.13) e continuaremos nossa marcha triunfal (Hb 10.38).



A angústia não pode ser um estado permanente na vida de alguém que confessa ser salvo em Cristo Jesus, pois devemos confiar que em todas as situações ele esta ao nosso lado para nos ajudar a vencer (João 16.33).

quarta-feira, 29 de junho de 2011

ESTUDOS SOBRE CURA INTERIOR - ESTUDO 4

A CURA DO SENTIMENTO DE CULPA

“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1João 1.9).

Quando cometemos algum pecado, cria-se em nós um sentimento de pesar, tristeza, autocondenação e culpa. O primeiro passo para lidar com o sentimento de culpa é reconhecer que ouve erro - a quebra de algum princípio ou lei de Deus. Não se deve racionalizar a culpa com justificativas e explicações lógicas para si mesmo; nem ocultá-la, mas reconhecer o erro, e confessá-lo (Pv 28.13; Sl 32.5).



Veja no Salmo 32.3 o processo de somatização (enfermidade física resultante de tensão psicológica) vivenciado pelo salmista, enquanto ele não confessava seus pecados. A nossa parte neste processo de cura é a confissão, que implica em arrependimento e desejo de não pecar novamente. Deus, de sua parte, é perdoador daqueles que confessam e deixam seus pecados (1Jo 1.9).



Deus tem prazer em perdoar, pois é o perdão que nos mantém em contato e comunhão com Ele (Sl 86.5; Mq 7.18 e Lm 3.22,23). A purificação de toda a injustiça, e a vitória sobre o pecado e fraquezas só é possível pela viva comunhão com Deus (Gl 5.16; 1Jo 1.7).
Você gostaria de vencer a fraqueza que o faz pecar? Mantenha sempre a comunhão com Deus. Ande em Espírito, como diz Paulo aos gálatas, esteja sempre em contato com Ele. Se o nosso pecado nos afasta de Deus, o perdão do Senhor nos traz de volta à comunhão viva com Ele (Rm 3.23,24). Há pessoas que saem do mundo e de uma vida cheia de pecados, recebem a Cristo como Senhor, são salvas e perdoadas; entram em novidade de vida, santidade e comunhão com Deus. Tudo vai bem, até que, em determinado momento de sua caminhada cristã, cometem um deslize. Então, vem-lhes uma esmagadora carga de culpa, remorso e ansiedade, pois imaginam não terem mais direito ao perdão divino (2Co 7.10). No entanto, o ensino bíblico difere totalmente deste modo de pensar e agir, veja o que diz Romanos 5.10 e 1Jo 2.1,2 e compreenda como fluiu o amor e o perdão de Deus na vida de seus filhos (Judas em Mt 27 e Pedro em João 20.6 e cap.21).
Não podemos vencer o pecado apenas com as nossas forças. Somente por um viver cheio do Espírito Santo teremos vitórias sobre a carne (Rm 8.34). Não há pagamento, serviço religioso ou sacrifício que compense os nossos pecados. A única solução é reconhecer que pecamos, arrepender-nos, e receber a superabundante graça de Deus (Sl 51.17 e Rm 5.20).
Se você cometer algum pecado, não despreze o sentimento de culpa. Ele é um sinalizador, informando que você fez algo errado. Reconheça o seu erro e peça perdão a Deus imediatamente. Não fique afastado do Senhor por causa do pecado (Pv 14.9). O Senhor é tão poderoso, que se esquece dos nossos erros e transgressões; joga-os nas profundezas do mar. Apaga-os totalmente, e deles não se lembra mais (Is 43.25; Mq 7.19b e At 3.19).
Há pessoas que precisam perdoar a si mesmas pelos próprios erros. Deus já as tem perdoado, mas elas continuam carregando o fardo da culpa. A Bíblia ensina que devemos perdoar aos que devem como Deus nos perdoou. Então, imagine-se devedor e perdoe-se.
A Bíblia também fala em Tiago 5.16 para através da confissão mútua experimentarmos o alívio. Neste ponto devemos ter cautela e procurarmos uma pessoa de confiança, amadurecida, experiente e temente a Deus. E, após compartilhar com ela e orar juntos deixe o erro para trás e prossiga sua caminhada. Se perceber que a pessoa escolhida não tem condições de ajudá-lo, não insista. Procure outra pessoa. Não se esqueça de pedir a Deus que repare os danos causados pelo erro, mas não se precipite em repor nada, entenda que primeiramente, todo pecado é uma ofensa direta a Deus e só Ele pode decidir quando e como haverá restauração (Pv 3.5,6 e Sl 37.5). Davi cometeu um adultério e um homicídio, mas afirma ter pecado contra o Senhor (Sl 51.4a), quando Abraão negou que Sara era sua mulher, e Abimeleque, rei de Gerar, tomou-a por esposa, o Senhor o advertiu que o pecado seria contra Ele (Gn 20.6b), José tentado pela mulher de Potifar, recusa-se a adulterar com ela e disse não querer cometer tal pecado contra Deus (Gn 39.9b).

No momento em que, com sinceridade, se arrepende, e pede a intervenção divina, você é perdoado e recebe a reconciliação com Deus, o inimigo não pode mais sustentar nenhuma acusação contra você nesta área (Rm 8.1). Agora, sob a direção de Deus, não se precipite, mantenha sua caminhada em comunhão com Deus e Ele agirá no tempo certo e de forma maravilhosa.

Estou tendo muitos problemas com minha internet, e por isso atrasei bastante esta postagem. Peço desculpas e as suas orações.
Forte abraço a todos.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

ESTUDOS SOBRE CURA INTERIOR - ESTUDO 3

A CURA DA BAIXA AUTO-ESTIMA

“Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” Romanos 12.3

Auto-estima é a avaliação que a pessoa faz de si mesma. Tem muita semelhança, e está diretamente ligada à auto-imagem, que é como a pessoa se vê. A auto-estima é o valor, a importância e o significado que o indivíduo julga ter.





Se a pessoa, em qualquer momento da sua existência, receber aceitação, atenção, elogios e toque afetivo pelo que é e faz, terá uma boa imagem de si mesma. Ira se sentir valorizada, importante e reconhecida. Terá auto-estima saudável. Porém rejeição, indiferença e críticas destrutivas contribuem para a formação de uma imagem negativa. A pessoa passa a perceber-se depreciativamente: “Eu sou feia”; “Sou muito burro”; “Não falo direito”; etc. Esta pessoa se sentirá inadequada, inútil, sem valor, desqualificada e insegura para dar e realizar.

Veja o caso de Números 13.33 e responda: Como os 10 espias de Israel se viam? ___________________________________. Note que assim como os espias se viam, da mesma forma eles eram compreendidos pelos outros.

A baixa auto-estima faz com que o indivíduo tenha raiva de si mesmo. Ele poderá aceitar esses sentimentos, e conviver com a derrota, incapacidade, inferioridade e insegurança. Quer agradar, mas tem medo de errar; quer amar, e tem medo de não ser amado. Às vezes torna-se exigente, possessivo e ciumento ao extremo, com medo de perder o foco do seu amor. Alguns caem em depressão profunda, outros buscam “fugas” nos vícios e compulsões. E em muitos casos a própria rebeldia e delinqüência é fruto de um grito sufocado de atenção e afeto. E quando a pessoa nega os sentimentos de desvalor e imagem distorcida, ocultando-os no inconsciente, usando máscaras de maneira a superestimar-se. Ela, na maioria das vezes, vai lutar para sempre ter a sua estima elevada.





Agem assim os indivíduos que têm a necessidade de provar que estão por cima. Humilham os outros, mas, na verdade, possuem um grande sentimento de inferioridade reprimido. São obstinados em fazer o máximo para serem os melhores, buscam a perfeição absoluta. E quando erram, alimentam sentimentos de auto-condenação e auto-punição por vários dias. Têm dificuldade em perdoar-se e facilidade para criticar, acusar e culpar pessoas. Tudo isso são indícios fortes de feridas de rejeição ocultos a eles próprios.

A baixa auto-estima pode gerar hipocrisia e falta de autenticidade. Somos autênticos quando projetamos para o meio ambiente aquilo que realmente somos. Falta-nos autenticidade quando receamos ser nós mesmos, porque não gostamos do que somos, e sentimos que os outros também não gostarão. Se fazemos isso conscientemente somos hipócritas e fingidos. Só é possível ser autêntico com o autoconhecimento. Não podemos ser aquilo que não conhecemos.

Observamos, até aqui, o quanto fica desestruturada a pessoa rejeitada, que não teve atenção, aprovação e toque afetivo. Vimos os caminhos que ela poderá tomar, inconscientemente ou não. Então como restaurar a auto-estima? Vejamos:


AVALIAÇÃO: (responda somente com SIM ou NÃO)
1. Você gosta do seu nome?
2. Você gosta do que faz?
3. Olhando-se no espelho, há muitas coisas que você gostaria de mudar?
4. Você gostaria de ser diferente em muitos aspectos?
5. Quando você erra, fica vários dias se martirizando?
6. Você é ciumento?
7. Você costuma impor suas idéias às pessoas?
8. Você tem facilidade em criticar o erro dos outros?
9. Você ofende-se com facilidade?
10. As pessoas geralmente se afastam de você?
11. As pessoas geralmente estão ocupadas demais para você?
12. E você, precisa das pessoas?

Cada uma destas perguntas é uma oportunidade para você perceber e refletir sobre seus sentimentos com relação a você e aos outros. As cinco primeiras indicam como você está consigo mesmo. Se a resposta à quinta pergunta, em especial, for SIM, você tem tendência a autopunição, e é duro demais consigo mesmo.
As perguntas restantes servem para demonstrar suas relações interpessoais. De 6-8, se afirmativas as respostas, você tem medo de perder e necessidade de provar que é importante, que tem valor. Se também a resposta SIM foi a alternativa escolhida nas questões 9-11, você se revela uma pessoa ferida, que não se sente importante. Resposta negativa á ultima questão sinaliza auto-proteção e medo de envolvimento.


O PROCESSO DE CURA:

1. Conhecer os seus verdadeiros sentimentos com relação ao seu valor como pessoa, liberá-los e conscientizar-se deles (Gn 32.27-30).
Qual a condição para Jacó receber a benção daquele Anjo (v.27)?_________________.
Não existe benção na falta de identidade ou nas “máscaras” que usamos. Quando nos reconhecemos e nos apresentamos a Deus, de maneira clara e sincera, começa o processo de cura em nossas vidas.

2. Pedir e receber o amor de Deus para suprir sua carência (Sl 68.6).
O que Deus promete fazer na vida daqueles que são solitários?
_______________________________________________________________________
Deus lhe ama e lhe comprou com o preço do sangue de Jesus, e se você mesmo assim sente-se vazio e solitário, resultado da falta de amor dos outros por você. Volte-se para Jesus e peça a Ele uma imersão profunda em Seu amor e perceba o refrigério de Deus sobre a sua vida.

3. Perdoe a todos que lhe feriram ou não lhe deram amor (Mc 11.25). Perdoar às vezes não é fácil e nem simples. Porém, agora, você está cheio do amor de Deus e sua vida está repleta do Espírito Santo. Você já pode perdoar e ver cicatrizar toda ferida de ressentimento.

4. Dar e receber (Jo 15.9,12). Antes de conhecer a Jesus podia até ser impossível para você amar, mas agora que você está em Cristo, você já pode dar este amor ao seu próximo e até mesmo aqueles que um dia foram seus ofensores. Jesus promete que quem dá, recebe (Lc 6.38). à medida que amamos e somos amados, aprendemos a amar também.

5. Ao deparar-se com algum sentimento de desvalor, não aja como um coitado. Não esconda seus sentimentos. Vivencie-os, porém não se conforme com eles, e peça a Deus que os tire, e cure você de toda rejeição. Passe a oferecer as pessoas àquilo que você deseja receber delas (Mt 7.12). Lembre-se os sentimentos de autovalor seguirão às ações sinceras.



EXERCÍCIO PARA CASA: (outra pessoa pode ir lendo pausadamente)

1. Encontre um lugar e hora sossegados
2. Feche os olhos e relaxe
3. Imagine-se andando numa praia. O tempo está nublado, as águas do mar estão escuras.
4. Enquanto você anda na areia, você reflete sobre toda decepção e frustração de sua vida. Você fica muito triste.
5. O tempo passa lentamente e, você observa a aproximação de alguém. É Jesus. Quando ele chega bem perto de você, pergunta: “Por que você está chorando?”
6. Você responde.
7. Depois te ouvir, Jesus te abraça. O toque de Jesus enche você de conforto, paz, luz e vida. Jesus te olha com carinho e você sente ondas de amor enchendo seu coração. Você nota que as ondas do mar agora estão cristalinas e bem mansinhas.
8. Você e Jesus começam a passear pela praia. À medida que andam, vão encontrando pessoas pelo caminho, aquelas que, de alguma forma magoaram você. Cheio do amor de Jesus, você declara perdão para elas. Você e Jesus, caminhando e perdoando uma a uma. Jesus está segurando a sua mão e te dando forças e poder para perdoar.
9. Você se vê com Jesus indo em direção ao horizonte...
10. Abra os olhos lentamente para a realidade exterior, mas não se esqueça: Jesus continua com você.

“... Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” Mt 28.20

quinta-feira, 9 de junho de 2011

ESTUDOS DE CURA INTERIOR

ESTUDO 2: O QUE É ALMA HUMANA
No momento da concepção, surge um novo ser (Sl 139.15-16) com um corpo (soma) herdado de seus pais e recebe imediatamente de Deus o espírito (pneuma), o fôlego da vida. Sua alma (psiquê) é desenvolvida a partir desta concepção.
A alma é a parte interior da vida. É a parte psicológica formada basicamente por: emoção, vontade, intelecto, consciência e livre arbítrio.
Enquanto sua parte orgânica cresce e amadurece, sua parte mental vai tomando forma mediante os estímulos que recebe. Vejamos o diagrama básico da alma humana:



Descrição das partes:
Emoção (E): o mundo emocional é aquele por onde circulam o afeto, as sensações de alegria ou de tristeza, bem-estar, insatisfações e a capacidade de se vincular ao mundo exterior. Também tem a ver com a intuição, percepção e sensibilidade.

Intelecto (mente) (I): pode ser definido como o mundo dos pensamentos. Onde está a lógica, o raciocínio, a reflexão, memórias, idéias e conceitos.

Vontade (volição) (V): parte que controla nossas escolhas, tem a ver com nossos impulsos, perseverança, garra e a agressividade.

Consciência (C): pode ser traduzida como aquela voz interior que soa como nossa própria voz, criticando nossos atos e os atos alheios; é aquela voz que acusa e denuncia, acionando um alarme dentro de nós; é aquela voz que também aprova nossos atos corretos e agradáveis a Deus. É a onde se despertam as culpas e disparam os riscos e perigos.

Livre Arbítrio (LA): é o cerne principal da alma; é a capacidade de poder escolher e decidir. É por isso que somos responsáveis diante de Deus e dos homens pelas escolhas que fazemos.

Características da alma humana:
a) É imortal (Mt 10.28)
b) Sai do corpo após a morte física (Ap 6.9; 20.4)
c) É o centro do caráter e da personalidade (Mc 14.34; At 2.43; 2Pd 2.14)
d) Onde é gerada a manifestação dos sentimentos (Sl 42.6; 119.28)
e) Onde se manifesta a vontade (Dt 18.6; 2Sm 2.31; Ec 2.24)
f) Centro emocional (Sl 119.28; Ct 5.6; Is 61.10)

Ainda falando sobre o mundo psicológico do homem, podemos dividir a vida psíquica do homem em: consciente e inconsciente.




Consciente: é o espaço onde aparece a emoção, o intelecto e a vontade. É a parte psíquica que sabemos o que está acontecendo, e o “arquivo” onde estão todos os dados aos quais temos acesso constante. Podemos referir-se ao consciente como sendo apenas a ponta do Iceberg das nossas emoções.

Inconsciente: é o resultado da soma dos traços que recebemos por herança mais as sínteses das experiências vividas. É a base do nosso “Iceberg” psíquico onde são gerados códigos, valores, conceitos, pressupostos e programas que definem nossas ações e reações.




O processo de Cura Interior é a gestão das emoções, realizada através da orientação bíblica e da ação poderosa do Espírito Santo. Portanto, trata-se de um processo complexo que podemos denominar de processo espirito-psico-biológico.
Permita que o Senhor estabeleça novos patamares sobre sua vida.