A LUTA INTERIOR DO CRISTÃO
Uma Natureza ou Duas?
Nós ternos dentro de nós duas naturezas, que lutam para ter o domínio. Qual delas vai vencer? Depende de qual nós alimentamos. Se nós alimentamos nossa vida espiritual e damos permissão ao Espírito de nos revestir com poder, Ele nos dirigirá. Se nós matamos nossa natureza espiritual de fome e em Seu lugar alimentamos a natureza velha, pecaminosa, a carne dominará.
Cada cristão pode se identificar com o apóstolo Paulo, quando ele diz: "Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e, sim, o que detesto. ... Então encontro a lei de que a mal reside em mim ... mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros" (Rm. 7:15, 21, 23).
Muitos dizem que desde que se tornaram cristãos têm tido grandes lutas internas. E que antigamente não tinham tanta vontade de pecar.
De certa forma nós devemos ser gratos por esta situação, por estranho que isto possa parecer. Porque isto é uma prova de que o Espírito Santo entrou em nossa vida e está trazendo luz às trevas do pecado, está fazendo nossa consciência ficar sensível ao pecado, está despertando em nós um desejo novo de ser puros e livres de pecado diante de Deus. Os velhos pecados estavam lá também antes. As velhas tentações tinham a mesma força antes também, mas não nos pareciam tão más. Agora o Espírito Santo entrou em nossa vida. Somos uma pessoa nova, regenerada por este mesmo Espírito. E agora tudo ganha nova perspectiva.
A Luta Interna
Sabemos que o problema principal na vida do cristão é a luta contra o pecado. No Novo Testamento o apóstolo Paulo diz que todos os cristãos estão envolvidos em uma intensa batalha espiritual: "Porque a nossa luta não é contra a carne e o sangue (seres humanos, BLH), e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes" (Ef. 6:12). Forças espirituais externas estão agindo neste mundo, tentando nos manter longe de Deus e da Sua vontade. Mas nós não devemos culpar Satanás por tudo que não dá certo ou por cada pecado que cometemos. Muitas vezes a nossa própria natureza pecaminosa está agindo dentro de nós. "Porque a carne milita contra o Espírito, e a Espírito contra a carne, porque são opostos entre Si; para que não façais o que porventura Seja do vosso querer" (Gl. 5:17).
Esta batalha não está acontecendo somente ao nosso redor, mas também está dentro de nós. Este é o tema de Romanos 7, principalmente de 7 a 25. (veja, por exemplo, Romanos 7:7 e 8).
Todos já nos sentimos muitas vezes como Paulo. A luta interna é a mesma. Às vezes chegamos à mesma conclusão que Paulo em Romanos 7:22-24, que eu citei acima.
Mas não devemos parar aqui! Observe a última frase de Paulo (v. 25) e Rm. 8:2: "Graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor! ... Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus te livrou da lei do pecado e da morte."
Durante séculos os teólogos já tentaram explicar esta luta. Alguns usaram das palavras de Paulo, falando de "duas naturezas" do cristão – o "velho homem" e o "novo homem". Estes termos achamos em Efésios 4:22-24, onde Paulo diz: "No sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano,...e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade".
Como podemos entender e visualizar o que está acontecendo dentro de nós? Acho que a melhor descrição está em Romanos 8:1-13. Vejamos o que Paulo afirma:
Eu nasci em pecado. Durante anos o pecado me controlou e eu não o sabia. Eu estava literalmente "morto em delitos e pecados" (Ef. 2:1). E então eu ouvi a Palavra de Deus, a lei e o Evangelho. Vi meus pecados pela primeira vez, e senti que estava condenado. Aceitei a Cristo. Agora a lei de Deus fala a mim cada dia, através da Palavra de Deus. Tornei-me consciente de pecados que eu não sabia que tinha. Às vezes eu me desespero (como em Romanos 7:24: "miserável homem que sou!"), mas, louvado seja o Senhor, eu sei agora que ninguém pode apresentar qualquer acusação contra mim porque eu estou em Cristo (Rm. 8:1). Cristo me libertou da lei do pecado e da morte (Rm. 8:2). Eu ainda sou a mesma pessoa – com a velha personalidade e natureza pecaminosas, hábitos ruins que ficaram fortes nos tantos anos em que ainda não era crente. Mas agora o Espírito Santo entrou em minha vida. Ele me mostra meu pecado. Ele até condena o pecado em mim (Rm. 8:3). E com Seu poder Ele me ajuda a cumprir as exigências da lei de Deus (Rom. 8:4).
Se eu continuar pensando em minha vida anterior com seus pecados, eu voltarei a ela. O velho "eu" continuará pecando. Mas se eu me concentrar em Cristo e tentar ouvir e obedecer o Espírito Santo (Rm. 8:5), o Espírito Santo me dará vida e paz (Rm. 8:6). Quem é cristão tem o Espírito Santo (Rm. 8:9). Seu espírito foi vivificado (Rm. 8:10). O Espírito Santo dá vida ao Seu corpo, afastando-o da morte que o pecado causa (Rm. 8:11) e trazendo vida plena em Cristo.
Santificação
A palavra santificação vem de um termo grego que significa "estar separado para uso exclusivo" ou "ser posto à parte com um propósito". Paulo diz que o crente fui "santificado pelo Espírito Santo" (Rm. 15:16). Escreveu aos coríntios que eles, santificados, são "chamados para ser santos" (1 Co.1:2). Nós cristãos devemos ser "progressivamente santificados" ou "justificados" em santidade, à medida que permanecemos diariamente em Cristo – e obedecemos a Sua Palavra. Permanecer e obedecer são as chaves para uma vida dominada com sucesso pelo Espírito. Tanto quanto somos do Espírito Santo, somos santificados. A questão nunca é quanto você ou eu temos do Espírito, mas quanto Ele tem de nós.
As Escrituras ensinam que a "santificação" é composta de três etapas. Primeiro: no momento em que recebemos a Cristo há uma santificação imediata. A segunda etapa: à medida que progredimos na vida cristã, somos santificados progressivamente. A terceira: quando formos para o céu a santificação será total, que chamamos de "glorificação".
De uma maneira muito mais profunda Deus olha para nós em Jesus Cristo. Ele já nos vê como se estivéssemos completamente santificados, porque Ele sabe como um dia seremos. Ele também está trabalhando na nessa restauração – estamos sendo santificados. Algum dia este processo estará concluído, quando formos para estar com Ele por toda a eternidade. Estaremos totalmente santificados.
Estamos sendo santificados progressivamente – em direção à maturidade espiritual – para sermos parecidos com Jesus como irmãos Seus. Lembre-se que Jesus Cristo foi perfeito – e nós devemos esforçar-nos para obter a perfeição. Mesmo que receberemos só no céu completamente, ela já deve ser nossa meta agora. É isto que a Bíblia quer dizer quando ordena: "Como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pedro 1:15,16). Nós crescemos espiritualmente a cada conflito, turbulência, dificuldade, tentação, prova, etc., que afligem a cada cristão, lenta ou rapidamente, conscientes disto ou não. Mas chegará o dia em que tudo isto será coisa do passado, e nós estaremos completamente santificados: "Sabemos que, quando ele se manifestar seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é" (1 João 3:2).
Enquanto este dia não chega, os cristãos, dia a dia, devem andar no Espírito. Andar no Espírito significa ser dirigido e guiado pelo Espírito Santo. Isto acontece à medida que submetemos cada vez mais áreas da nossa vida ao controle da Espírito (Gl 5.16).
A Velha Vida Egocêntrica
Quando Eva ficou com vontade de "saber" (mas com base no "eu") Satanás transformou um desejo sadio em um desejo prejudicial. E Eva desobedeceu a Deus. Carne é a palavra que a Bíblia usa para a natureza humana imperfeita. Carne é vida egocêntrica: é o nosso estado quando abandonados aos nossos próprios planos. Às vezes o nosso "eu" se comporta muito bem. Pode fazer coisas boas, ter moral, ter padrões éticos extremamente elevados. Mas cedo ou tarde o seu e o meu "eu" provarão que são egoístas.
Nós tentamos educar o "eu", treiná-lo e discipliná-lo. Estabelecemos leis para obrigá-lo a se comportar. Paulo disse que o "eu" tem mente autônoma e que a "mente natural" não está sujeita à lei de Deus. Deus diz claramente que não confia em nossa carne. Paulo declarou: "Eu Sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum" (Rm 7:18). No momento em que compreendermos isto e nos submetermos às orientações do Espírito Santo em nossa vida, vitórias maiores, maturidade espiritual maior, maior alegria, amor, paz e outros frutos se manifestarão.
Agostinho disse certa vez: "Ame a Deus e viva como quiser". Se nós amarmos de fato a Deus, também quereremos fazer o que Lhe agrada. É como diz o salmista no Salmo 37: "Deleita-te no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração" (v. 4). Deleitar-se no Senhor altera os desejos.
A Guerra Contra a Carne
Se nós como cristãos, tentarmos ser melhores, ou bons, ou até mesmo aceitáveis a Deus, por algum esforço humano, falharemos. Tudo que somos e temos vem através do Espírito Santo. O Espírito Santo veio morar em nós, e Deus atua em nós pelo Espírito santo. Somente temos de nos submeter ao Espírito de Deus de maneira que Ele possa nos dar poder para tirar o velho e pôr o novo.
Paulo esclarece isto em Gálatas 5:17: "Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si." Isto dá uma idéia do verdadeiro conflito no coração de cada crente genuíno. A carne quer uma coisa e o Espírito outra. Enquanto não houver uma rendição diária da mente e do corpo (Gl 2.20 e Rm 6.6), a natureza velha se manifestará.
"Submeter" é o segredo! Paulo disse: "Rogo-vos, pois, irmãos, peço pelas misericórdias de Deus que apresenteis decididamente os vossos corpos – entregando todas os seus membros e capacidades – por sacrifício vivo, santo (dedicado, consagrado) e agradável a Deus, que é o vosso culto racional (inteligente) e adoração espiritual" (Rm. 12:1). Na hora da entrega total temos uma nova "experiência". Para muitos cristãos não é exatamente uma segunda experiência – mas acontece muitas vezes durante a nossa vida, o que chamamos de plenitude do Espírito Santo.
O estudo na quarta-feira foi mais uma experiência sensacional. Tivemos uma ótima presença. (só tivemos lugares em apenas dois bancos), a partcipação foi muito boa e acima de tudo a Presença doce e maravilhosa do Espírito Santo foi marcante em nossas vidas.
Muito obrigado Senhor por suas bênçãos e por nossa família acariense.
Até quarta-feira, permitindo o Senhor.
Forte Abraço.
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